
Enquanto a maioria das pessoas pesquisam se vieram ou não do macaco eu chego cada vez mais perto da conclusão que eu tenho como ancestral comum os ursos
O inverno ainda não começou oficialmente, mas já faz algumas semanas que está fazendo um frio desgraçado de doer os ossos. E quem convive comigo sabe que eu ando por aí repetindo, “eu detesto o frio. Eu já disse que detesto o frio?”. Tá bom que no inverno a gente fica chique, que dá pra usar bota (que eu adoro), que tem um monte de guloseimas deliciosas que ficam especialmente tentadoras nessa época, que é bom pra ficar juntinho com quem se ama...
Mas o frio é uma época de janelas fechadas, roupas em cima de roupas. Nessa época do ano tenho que me ‘degladiar’ com a preguiça. Para que ela não tome conta de mim e me impeça de malhar, sair, vibrar e compartilhar. Às vezes ela ganha e eu simplesmente me entrego às cobertas.
Como um urso antes da hibernação, sinto uma necessidade imensa de comer, de vivenciar todo tipo de prazer gastronômico. E lá se vai todo o esforço feito durante os primeiros meses do ano. No verão eu topo cortar carboidrato nas refeições noturnas, comer tudo integral, compor um prato com metade salada e um franguinho grelhado e passar longe do chocolate. Não faz mal, eu resisto...é verão! No inverno não dá, simplesmente não dá! Os ursos comem para aumentar a camada de gordura que tem sob a pele e diminuir o frio que sentem. Depois de não resistir, adivinha o que acontece com a minha camada de gordura.
Como um urso, tenho vontade de parar, descansar, dar um tempo... hibernar! Dormir por meses a fio enquanto o sol não voltar a esquentar de verdade.
Por isso, por mim, o ano inteiro podia ser verão. Com seu horário especial. Seu convite a uma roda de amigos rindo e tomando uma caipirinha...uma cerveja! Verão combina com festa, com uma piscina, uma cachoeira, a janela do carro aberta pro vento entrar. Sou movida a energia solar! E a todas pequenas alegrias do verão.
